Automutilação – Causas e Tratamento

Automutilação – Causas e Tratamento

Por: Márcia Campos
Psicóloga e Terapeuta Holística

 

De acordo com as últimas pesquisas, a origem do transtorno ainda é confusa para os especialistas. Uma parte dos estudiosos defende a ideia de que a autolesão é, sim, uma doença em si. Acreditam na hipótese de que os cortes liberariam mais endorfina em algumas pessoas do que em outras. Quando a substância age no cérebro, provoca sensação de bem-estar que diminui a ansiedade e a tristeza. É dessa maneira que a mutilação acaba se tornando um vício.

 

A outra parte dos especialistas acredita que a automutilação é um sintoma de doenças emocionais, como a depressão. Costuma estar associada a outros transtornos como a dependência química por exemplo, e, ‘a maioria das pessoas que se mutila tem dificuldade de lidar com a vida sentimental. Algumas foram abusadas sexual ou fisicamente na infância. E metade delas sofre de algum distúrbio alimentar’, diz Wendy, da S.A.F.E.

 

Em alguns casos parece que o problema está relacionado com a necessidade de mais atenção ou a fuga de alguma atividade desagradável. Também foi sugerido que algumas vezes a automutilação poderia estar relacionada com as consequências sensórias produzidas pelo comportamento. Isto é, a pessoa poderia gostar da sensação ou talvez atenuar a dor que a pessoa estava experienciando.

 

Apesar do fato de que uma série de hipóteses sobre os casos começaram a aparecer, uma coisa está começando a ficar clara: a automutilação de pessoas diferentes possuem causas diferentes. Ou seja, cada pessoa tem um motivo diferente dos demais para se automutilar.

 

Resultados de uma análise funcional com 150 pessoas demonstraram:

40% dos casos analisados – a causa tinha relação com a fuga de estímulos aversivos

26% dos casos analisados – a causa tinha relação com a atenção obtida

26% dos casos analisados – a causa tinha relação com as sensações provocadas pelo próprio ato

 

O mais importante a ser observado é a necessidade de uma análise atenta das causas funcionais do comportamento de se automutilar, ou seja, por qual motivo, porque a pessoa tem este comportamento?

 

É indispensável avaliação por um psicólogo clínico para se entender as causas reais do problema, bem como o entendimento por parte do paciente de que ele pode obter o que deseja com o comportamento de se automutilar sem ter que se automutilar. Em outras palavras, é possível conseguir atenção, sensações corporais de alívio, fugir de coisas aversivas ou desagradáveis sem ter que partir para a automutilação.

 

Márcia Campos – Psicóloga Clínica – (31) 9 9174-1419
Publicado no Jornal do Buritis – Junho/2017

#PoliclinicaSalud #saude #consultas #SaudeMental #Psicologia

Posts relacionados

Novembro Azul: Conscientização e prevenção salvam vidas

Novembro Azul: Conscientização e prevenção salvam

Após o Outubro Rosa e a grande mobilização em torno da prevenção ao câncer de mama e da saúde da mulher, vem o Novembro Azul, com mai...

Leia mais
Clima seco contribuiu com a propagação de doenças respiratórias

Clima seco contribuiu com a propagação de doenças

Algumas pessoas tendem a relacionar o frio aos problemas respiratórios, mas, na verdade, a causa dessas complicações é o tempo seco, que...

Leia mais
Como lavar as mãos corretamente

Como lavar as mãos corretamente

Quantas vezes no dia você lava as suas mãos? Essa prática simples e rápida, além da eliminação de sujeiras, oleosidade e células mor...

Leia mais

Deixe seu comentário

Newsletter Salud

Fique atualizado. Cadastre-se para receber sempre que tiver novidades!