ADOECIMENTO MENTAL NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

ADOECIMENTO MENTAL NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Por: Márcia Campos*

 

Venho recebendo no consultório cada dia mais e mais casos de adoecimento mental entre crianças e adolescentes, mas será mesmo problema de saúde mental ou falta de qualidade de vida?

 

Venho orientando uma mudança nos hábitos de vida ao invés da medicalização, o que, quando aderido, surte o efeito desejado: saúde mental!

 

A psicoterapia irá propiciar o engajamento aos novos padrões saudáveis de Ser!

 

Nesta busca em orientar de forma otimizadora, me deparo com o artigo do psiquiatra Luis Rojas, do qual retiro algumas dicas e acrescento outras para evitar o adoecimento e ou sair dele:

 

— Defina limites, seus filhos se sentirão mais seguros; Ofereça um estilo de vida equilibrado, cheio do que PRECISAM e não apenas do que QUEREM; Forneça alimentos nutritivos e limitar a comida lixo; Passe uma hora por dia ao ar livre e ao sol fazendo atividades como: ciclismo, caminhada, pesca, observação de animais e natureza; Desfrute de uma refeição familiar diária sem tecnologia;

 

— Jogue jogos de tabuleiro em família; Envolva seus filhos em trabalhos de casa (dobrar roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro, etc.); Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que durma o suficiente; Associar responsabilidade e independência.

 

— Não os proteja excessivamente contra qualquer frustração ou erro; Não carregue a mochila e não lhes leve a tarefa que esqueceram; Não descasque bananas, laranjas, etc. se puderem fazê-lo; Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação; Forneça oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta; Não use a tecnologia como uma cura para o tédio, ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade;

 

— Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping, use esses momentos como oportunidades para socializar e criar idéias e atividade para quando estão entediados; Esteja emocionalmente disponível para se conectar com seus filhos e ensinar-lhes auto-regulação e habilidades sociais; Desligue os telefones à noite um tempo antes de irem dormir;

 

— Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva; Ensine-os a dizer olá, a se revezar, a compartilhar, a agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas, Seja um modelo de todos esses valores; Conecte-se emocionalmente, sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque!

 


*Márcia Campos é Psicóloga/Terapeuta-Reiki/Massoterapeuta

e-mail: camposyoga@hotmail.com

Publicação original: Jornal Buritis, n. 177, out-2018.

Posts relacionados

Novembro Azul: Conscientização e prevenção salvam vidas

Novembro Azul: Conscientização e prevenção salvam

Após o Outubro Rosa e a grande mobilização em torno da prevenção ao câncer de mama e da saúde da mulher, vem o Novembro Azul, com mai...

Leia mais
Clima seco contribuiu com a propagação de doenças respiratórias

Clima seco contribuiu com a propagação de doenças

Algumas pessoas tendem a relacionar o frio aos problemas respiratórios, mas, na verdade, a causa dessas complicações é o tempo seco, que...

Leia mais
Como lavar as mãos corretamente

Como lavar as mãos corretamente

Quantas vezes no dia você lava as suas mãos? Essa prática simples e rápida, além da eliminação de sujeiras, oleosidade e células mor...

Leia mais

Deixe seu comentário

Newsletter Salud

Fique atualizado. Cadastre-se para receber sempre que tiver novidades!